Franchising

O Estudo de Internacionalização da ABF, de junho de 2026, mostra que 202 redes de franquias brasileiras operam em 104 países, com 4.194 unidades no exterior. É uma alta de 37% nas unidades, ou cerca de 1.100 a mais do que na medição anterior.
Estética e beleza dominam a expansão. O caso citado pela cobertura é o da Alugue Estética, rede de locação de equipamentos estéticos que começou a operar nos EUA em março de 2026. Até agora, são 8 franquias comercializadas e 5 em operação, com piloto em Boston.
A escolha do país tem lógica: os Estados Unidos concentram o maior mercado global de estética, com mais de 11 mil med spas, que adicionaram US$ 4 bilhões em receita em três anos e empregam cerca de 100 mil profissionais.
O custo de entrada é alto. Abrir uma operação do tipo por lá exige entre US$ 700 mil e US$ 1 milhão. Por isso a rede aposta em locação e financiamento de equipamentos, que reduzem o capital inicial do franqueado.
Uma rede que vende franquia em outro país precisa ter processo escrito, treinamento replicável e controle de qualidade. É um sinal de maturidade do modelo, e vale considerar como um ponto a favor na comparação entre marcas.
Mas não substitui a análise da sua unidade. O resultado da sua operação depende do seu ponto, do seu capital de giro e do suporte que você recebe aqui, e não do número de países da rede.
Expansão internacional é uma boa notícia para o franchising brasileiro. Para o investidor, a leitura útil é usá-la como sinal a mais na diligência, e não como garantia de que a marca escolhida vai render no seu ponto.
Leia também:
Quer ajuda para escolher a franquia certa?
A assessoria da Franchise Store analisa o seu perfil, capital disponível e objetivos para indicar as melhores oportunidades.