Franchising

A Kopenhagen não cobra royalty como percentual do faturamento vendido pela unidade. O modelo usado pela rede é o mesmo adotado por outras chocolaterias brasileiras: o encargo mensal equivale a 40% do valor gasto na reposição de estoque, mais um fundo de propaganda de valor variável. Se o franqueado compra R$ 15.000 em produtos da rede em um mês, o encargo embutido nessa compra que vai para a franqueadora é de R$ 6.000.
Esse modelo — royalty por markup de produto — é padrão no segmento de chocolateria: a Cacau Show cobra 50% sobre a reposição, a Brasil Cacau cobra markup de 66% a 100% sobre o custo, e a Kopenhagen cobra 40%. A rede ganha sobre o que a unidade compra, não sobre o que vende. Entender esse mecanismo antes de projetar qualquer resultado financeiro evita erro de cálculo comum entre quem vem de outros segmentos de franquia.
No modelo tradicional de franchising, o franqueado paga entre 4% e 8% do faturamento bruto mensal como royalty, mais um percentual adicional para o fundo de publicidade — cobrança separada, calculada sobre o que a unidade vende.
A Kopenhagen funciona diferente. O custo financeiro com a rede está embutido no preço de compra dos produtos:
Exemplo prático para modelo Quiosque (faturamento de R$ 70.000/mês):
Supondo custo de mercadoria vendida de 30% do faturamento:
| Item | Valor |
|---|---|
| Faturamento mensal | R$ 70.000 |
| Compra de reposição de estoque | R$ 21.000 |
| Encargo royalty (40% da reposição) | R$ 8.400 |
| Encargo royalty como % do faturamento | 12% |
Comparado ao padrão tradicional de 5% a 6% do faturamento, o número parece mais alto — mas a lógica do modelo é diferente. Os produtos Kopenhagen chegam ao franqueado com precificação que já embute essa margem da franqueadora, e o preço de venda ao consumidor final (posicionamento premium) é calibrado para acomodar esse custo. O erro comum é comparar o percentual isolado sem considerar que o preço de venda também é mais alto que o de redes populares.
Além do royalty embutido na reposição, a Kopenhagen cobra:
| Taxa | Valor |
|---|---|
| Taxa de franquia (entrada) | R$ 30.000 a R$ 50.000, conforme modelo |
| Fundo de propaganda | Variável — cobrado separadamente da reposição |
| Capital de giro exigido | R$ 50.000 (Quiosque) a R$ 60.000 (Loja e Light) |
O fundo de propaganda financia campanhas nacionais da marca e ações institucionais que reforçam o posicionamento premium — parte relevante da estratégia da Kopenhagen, já que a percepção de marca é o que justifica o ticket médio mais alto em relação a concorrentes de posicionamento popular.
Para estimar a lucratividade real de uma unidade Kopenhagen, o modelo financeiro precisa tratar o encargo de reposição como custo variável embutido no CMV — não como royalty fixo mensal.
Estrutura básica de resultado para unidade Quiosque:
| Item | % do Faturamento |
|---|---|
| Faturamento bruto | 100% |
| (-) Custo de mercadoria (inclui markup da rede) | ~30–35% |
| (=) Margem bruta | ~65–70% |
| (-) Aluguel do ponto | ~15–20% |
| (-) Pessoal | ~10–15% |
| (-) Fundo de propaganda | ~1–2% |
| (-) Outras despesas operacionais | ~5–8% |
| (=) Resultado operacional (pré pró-labore) | ~10–15% |
A lucratividade de 10% a 15% informada no catálogo Franchise Store é consistente com essa estrutura — é a margem que sobra depois de todos os custos, incluindo o encargo royalty embutido na compra de produtos.
O ponto crítico a verificar com a franqueadora é a política de reajuste do preço de tabela de reposição. Como o valor pago pelo franqueado é definido pela rede, qualquer aumento nesse preço reduz a margem bruta proporcionalmente — cláusula que merece leitura atenta na COF. Saiba o que analisar em COF — Circular de Oferta de Franquia.
| Parâmetro | Kopenhagen | Cacau Show | Brasil Cacau |
|---|---|---|---|
| Royalty | 40% da reposição | 50% da reposição | Markup 66–100% |
| Base de cálculo | Valor comprado | Valor comprado | Valor comprado |
| Posicionamento | Premium | Massa premium | Intermediário |
| Fundo de marketing | Variável | R$ 3k–R$ 25k/ano | R$ 3k–R$ 5k/mês |
As três redes usam o mesmo mecanismo — markup embutido na reposição —, mas com percentuais e posicionamentos diferentes. O percentual isolado não deve ser comparado sem considerar o preço de venda ao consumidor final de cada marca. A comparação completa entre Kopenhagen e Cacau Show está em Kopenhagen versus Cacau Show.
Antes de fechar contrato, verifique esses pontos na COF e diretamente com a equipe do Grupo CRM:
Contate franqueados ativos da lista obrigatória na COF para confirmar esses dados na prática — os valores publicados em materiais comerciais são referência inicial, não garantia contratual.
Em termos percentuais sobre a reposição, é menor que o da Cacau Show (40% vs 50%). Mas a comparação direta não é totalmente equivalente, porque as duas redes têm posicionamento e ticket médio diferentes. O que determina o resultado final é a margem líquida da unidade, não o percentual de royalty isolado.
Não é prática comum em redes de escala nacional como a Kopenhagen. O preço de tabela é definido pela franqueadora e aplicado uniformemente à rede, o que garante previsibilidade para ambos os lados — mas retira a margem de negociação individual do franqueado.
Não. O modelo está embutido no preço de compra dos produtos de reposição. Não há percentual adicional cobrado sobre o valor vendido pela unidade — o encargo está concentrado na relação de compra entre franqueado e franqueadora.
O valor é variável e cobrado separadamente da reposição de produtos. Financia campanhas institucionais e sazonais da marca — a periodicidade e o percentual exatos devem ser confirmados diretamente na COF, já que não são padronizados em valor fixo divulgado publicamente.
Leia também:
Quer ajuda para escolher a franquia certa?
A assessoria da Franchise Store analisa o seu perfil, capital disponível e objetivos para indicar as melhores oportunidades — sem custo para você.