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ABF firma acordo inédito com associação chinesa e aproxima mercados de franquias

Franquia.com.br

Por: Time de Redação Franquia

12 set 2026, 10:29 • 15 min de leitura

ABF firma acordo inédito com associação chinesa e aproxima mercados de franquias

Em agosto de 2026, representantes do franchising brasileiro pisaram em solo chinês com um objetivo claro: construir pontes reais entre dois dos maiores ecossistemas de franquias do mundo. O resultado foi um passo concreto e histórico.

A Associação Brasileira de Franchising (ABF) e a China Chain Store & Franchise Association (CCFA) assinaram um termo de cooperação formal que abre um canal oficial de diálogo entre os dois setores. O que esse acordo representa e o que pode surgir a partir dele é o que este artigo explica com precisão.

O que foi assinado: entendendo o termo de cooperação entre ABF e CCFA

No dia 31 de agosto de 2026, em solo chinês, representantes da Associação Brasileira de Franchising (ABF) e da China Chain Store & Franchise Association (CCFA) assinaram um termo de cooperação formal.

Esse documento marca o início de um relacionamento institucional entre as duas entidades.

Mas o que exatamente esse termo estabelece? É importante entender isso com clareza antes de tirar conclusões.

O acordo cria, formalmente, um canal de diálogo oficial entre as duas associações. Isso significa que, a partir de agora, existe uma estrutura reconhecida pelos dois lados para que conversas, trocas de informação e iniciativas conjuntas possam acontecer de forma organizada.

Entre as possibilidades previstas no documento estão:

  • Realização de novas missões empresariais entre os dois países
  • Intercâmbio entre feiras de franquias do Brasil e da China
  • Ações de matchmaking para aproximar empresas dos dois mercados
  • Visitas de representantes chineses ao Brasil

É uma base. Um ponto de partida com potencial real — mas ainda sem resultados concretos garantidos.

O que precisa ficar claro desde já: esse acordo não é de natureza governamental. Trata-se de um termo entre duas entidades setoriais privadas, sem envolvimento direto de governos.

Também não representa qualquer tipo de autorização comercial. Nenhuma marca brasileira está automaticamente habilitada a operar na China por conta desse documento.

O termo abre uma porta. O que vai passar por ela depende do que vier a seguir.


A missão empresarial do franchising brasileiro à China: contexto e propósito

O termo de cooperação não surgiu do nada. Ele foi o ponto de chegada de uma iniciativa mais ampla: a Missão Empresarial do Franchising Brasileiro à China.

Essa missão foi realizada entre os dias 27 de agosto e 5 de setembro de 2026, com organização da ABF em parceria com a ApexBrasil, por meio do programa Franchising Brasil.

A iniciativa reuniu executivos, franqueadores e representantes de redes brasileiras interessados em explorar o mercado asiático como destino de expansão internacional.

A escolha da China como destino não foi aleatória. O país representa hoje um dos maiores e mais dinâmicos mercados consumidores do mundo, com uma cultura de consumo em acelerada transformação e um setor de varejo organizado em plena expansão.

Para o franchising brasileiro, entrar em contato direto com esse ecossistema significa muito mais do que turismo corporativo. Significa entender de perto como o mercado funciona, quem são os players locais e quais são as reais possibilidades de entrada.

O perfil dos participantes da missão incluía representantes de redes com interesse genuíno em internacionalização — empresários que já têm operações estruturadas e buscam novos horizontes de crescimento.

Esse tipo de iniciativa tem um papel estratégico claro: criar contato humano e institucional antes de qualquer decisão de negócios. Negócios internacionais raramente começam com contratos. Eles começam com conversas, visitas e relações de confiança construídas ao longo do tempo.

A missão serviu exatamente para isso.


Quem são a ABF e a CCFA: o peso das entidades que assinaram o acordo

Para entender o real significado desse acordo, é preciso conhecer quem está por trás das assinaturas.

A ABF: a principal voz do franchising no Brasil

A Associação Brasileira de Franchising é a entidade máxima do setor de franquias no Brasil.

Fundada em 1987, a ABF representa um setor que movimenta centenas de bilhões de reais por ano e reúne milhares de redes franqueadoras em todo o país.

Seu papel institucional vai muito além de representar interesses: a ABF atua na regulamentação do setor, na formação de franqueadores e franqueados, na promoção de eventos como a ABF Franchising Expo — uma das maiores feiras de franquias do mundo — e na projeção internacional do franchising brasileiro.

No cenário global, a ABF é membro ativo da World Franchise Council (WFC), o que lhe confere reconhecimento e acesso a redes internacionais de associações do setor.

A CCFA: gigante do varejo em cadeia na China

Do outro lado da mesa está a China Chain Store & Franchise Association, conhecida pela sigla CCFA.

A CCFA é a principal associação do setor de varejo em cadeia e franchising na China, representando milhares de empresas e marcas que operam nesse modelo no país.

Com décadas de atuação, a entidade tem papel central na organização, regulamentação e promoção do franchising chinês, além de ser organizadora de um dos maiores eventos do setor na Ásia.

A CCFA não é uma entidade qualquer. Sua relevância no mercado asiático é comparável ao papel que a ABF exerce no Brasil.

Por isso, o peso dessa aproximação é real. Quando duas das mais importantes associações setoriais de franchising do hemisfério assinam um documento juntas, isso tem significado institucional concreto.


O que o acordo prevê oficialmente: possibilidades e limites do termo

A ABF publicou em 4 de setembro de 2026 os detalhes oficiais do termo de cooperação assinado com a CCFA.

O documento estabelece objetivos formais que orientam a relação entre as duas entidades a partir desse momento.

São eles:

  1. Criação de um canal de diálogo permanente entre ABF e CCFA
  2. Possibilidade de realização de novas missões empresariais entre Brasil e China
  3. Visitas de representantes chineses ao Brasil, permitindo que o mercado chinês conheça de perto o franchising brasileiro
  4. Intercâmbio entre feiras de franquias dos dois países, incluindo possível participação cruzada em eventos setoriais
  5. Ações de matchmaking entre empresas brasileiras e chinesas interessadas em conexões de negócios

Cada um desses pontos representa uma possibilidade, não uma certeza.

O termo estabelece intenções e abre caminhos. Mas cada desdobramento vai depender de planejamento, vontade das partes e circunstâncias específicas.

É assim que acordos institucionais funcionam na prática: eles criam estrutura. O conteúdo que vai preencher essa estrutura é construído ao longo do tempo, com ações concretas de ambos os lados.

Para franqueadores e investidores, o recado é simples: fique atento aos próximos movimentos. O canal foi aberto. As iniciativas práticas virão em decorrência do que cada parte decidir construir sobre essa base.


O que o acordo não representa: limites que precisam ser compreendidos

Tão importante quanto saber o que o acordo prevê é entender o que ele não garante.

Esse ponto merece atenção especial, porque acordos institucionais frequentemente geram expectativas que vão além do que o documento efetivamente estabelece.

O termo de cooperação entre ABF e CCFA não é:

  • Uma autorização para que marcas brasileiras operem na China
  • Um acordo governamental entre Brasil e China
  • Uma garantia de entrada no mercado chinês
  • Uma confirmação de investimentos, abertura de lojas ou assinatura de contratos entre empresas
  • Um instrumento que elimina barreiras regulatórias, tributárias ou culturais

A China possui um arcabouço regulatório próprio e complexo para a operação de empresas estrangeiras em seu território. Nenhum acordo entre associações privadas tem o poder de modificar esse cenário.

Qualquer rede de franquias brasileira que deseje expandir suas operações para o mercado chinês precisará, de forma completamente independente desse acordo, enfrentar os seguintes desafios:

  • Registro e proteção de marca no território chinês
  • Adequação do modelo de negócios à legislação local
  • Adaptação cultural do produto ou serviço
  • Escolha da estrutura jurídica de entrada (master franquia, joint venture, licenciamento, etc.)
  • Identificação e qualificação de parceiros locais confiáveis

O acordo abre uma janela de diálogo institucional. Mas a jornada de internacionalização de cada rede é individual, técnica e exige preparação séria.

Entender esse limite não diminui a relevância do que foi assinado. Pelo contrário: reconhecer o que o termo é — e o que não é — permite que o setor aproveite o que ele realmente oferece.


Por que a China desperta atenção do franchising internacional

A China não se tornou um destino de interesse para o franchising global por acaso.

O país abriga mais de 1,4 bilhão de consumidores e tem vivenciado, nas últimas décadas, uma das mais rápidas transformações de classe média da história econômica moderna.

Esse processo criou uma demanda crescente por marcas, experiências de consumo padronizadas e modelos de varejo organizado — exatamente o que o franchising oferece.

Segundo dados da CCFA, o setor de varejo em cadeia e franchising na China movimenta cifras expressivas e cresce de forma consistente, impulsionado pela urbanização acelerada e pela expansão do poder de compra nas cidades de médio e grande porte.

Para redes internacionais, a China representa uma oportunidade de escala praticamente sem equivalente no mundo. Um modelo que funcione bem em algumas cidades chinesas pode, em tese, ser replicado em dezenas de mercados locais com perfis similares.

Além disso, o consumidor chinês tem demonstrado interesse crescente por marcas internacionais, especialmente em segmentos como alimentação, moda, beleza, educação e serviços.

O franchising brasileiro, reconhecido globalmente pela sua qualidade operacional e diversidade de segmentos, aparece como um conjunto de marcas com potencial real de interesse nesse contexto.

A ABF identificou essa janela. A missão empresarial e o acordo com a CCFA são parte da estratégia de posicionar o Brasil como um fornecedor relevante de know-how e marcas para esse mercado.


O programa Franchising Brasil e o papel da ApexBrasil na missão

A missão empresarial à China não aconteceu de forma isolada. Ela faz parte de uma estratégia maior de internacionalização do setor, conduzida por meio do programa Franchising Brasil.

O Franchising Brasil é uma iniciativa da ABF em parceria com a ApexBrasil — a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos — com o objetivo de projetar marcas brasileiras no exterior e abrir mercados para o franchising nacional.

A ApexBrasil atua como parceira estratégica e financiadora de ações de promoção internacional, como missões empresariais, participação em feiras internacionais e atividades de matchmaking com potenciais parceiros externos.

No contexto da missão à China, a ApexBrasil teve papel fundamental no planejamento e viabilização da iniciativa.

É importante registrar, porém, que a ApexBrasil não é signatária do termo de cooperação com a CCFA. O acordo é um documento entre as duas associações setoriais — ABF e CCFA — e reflete o relacionamento institucional entre elas.

Como esse tipo de missão funciona na prática

Missões empresariais organizadas pelo programa Franchising Brasil seguem, em geral, uma estrutura que inclui:

  • Visitas a empresas e operações locais do setor
  • Reuniões com entidades e associações do mercado-alvo
  • Rodadas de negócios e matchmaking com parceiros potenciais
  • Participação em eventos e feiras setoriais
  • Encontros com órgãos regulatórios e representações comerciais

Esse formato permite que franqueadores brasileiros entendam o mercado de dentro, estabeleçam contatos reais e avaliem com mais precisão as possibilidades e desafios de uma eventual expansão.


Matchmaking, feiras e intercâmbio: como o acordo pode se desdobrar na prática

Dois dos elementos mais concretos previstos no termo de cooperação são o matchmaking e o intercâmbio entre feiras setoriais.

Vale entender o que cada um significa — e o que pode representar para o franchising brasileiro.

O que é matchmaking no franchising internacional

Matchmaking é, em essência, a conexão estruturada entre empresas com interesses complementares.

No contexto do franchising internacional, trata-se de aproximar franqueadores brasileiros de potenciais parceiros chineses — investidores, master franqueados, distribuidores ou operadores locais — que possam ter interesse em levar uma marca para o mercado chinês.

Esse tipo de ação não resulta automaticamente em contratos. Ela cria o primeiro contato, o ponto de partida para uma conversa de negócios que pode, ou não, evoluir para algo concreto.

A qualidade do matchmaking depende muito do nível de qualificação dos participantes de ambos os lados e do alinhamento entre o que cada parte busca.

O papel das feiras setoriais como ponte de negócios

O intercâmbio entre feiras é outro desdobramento com potencial relevante.

A ABF Franchising Expo, realizada anualmente em São Paulo, é um dos maiores eventos do setor no mundo. A China Franchise Expo, organizada pela CCFA, tem papel similar no mercado asiático.

A previsão de intercâmbio entre esses eventos pode se concretizar de diferentes formas: delegações brasileiras participando de feiras chinesas, delegações chinesas visitando o Brasil, espaços bilaterais em eventos ou programas de visibilidade cruzada para marcas dos dois países.

Cada uma dessas possibilidades pode, com o tempo, gerar conexões reais de negócios.


O que a internacionalização exige de uma rede de franquias

O acordo entre ABF e CCFA abre possibilidades. Mas transformar essas possibilidades em expansão real exige muito mais do que estar atento às notícias.

Internacionalizar uma rede de franquias é um projeto de médio e longo prazo, com exigências técnicas, jurídicas, financeiras e culturais que precisam ser levadas a sério.

Aqui estão os principais elementos que qualquer rede precisa considerar:

Registro e proteção de marca

O primeiro passo é garantir que a marca esteja protegida no país de destino. Na China, o sistema de registro de marcas tem especificidades próprias e não é automático nem simples.

Operar sem registro é um risco jurídico e comercial significativo.

Adaptação cultural do modelo

Um produto ou serviço que funciona no Brasil pode precisar de ajustes profundos para ser aceito pelo consumidor chinês.

Isso vale para o cardápio de uma rede de alimentação, para a comunicação visual de uma marca de moda, para a abordagem pedagógica de uma escola ou para o protocolo de atendimento de qualquer negócio de serviços.

Adaptação cultural não é opcional. É condição de sucesso.

Escolha do modelo de entrada

Existem diferentes formas de uma rede internacional operar em um novo país:

  • Master franquia: um parceiro local compra os direitos de sub-franquear a marca em um território
  • Joint venture: parceria entre a franqueadora e um sócio local
  • Licenciamento: concessão de uso da marca sem o modelo completo de franquia
  • Operação própria: a franqueadora abre e opera unidades diretamente

Cada modelo tem implicações jurídicas, financeiras e operacionais distintas. A escolha certa depende do perfil da rede, do mercado-alvo e da capacidade da franqueadora.

Capacidade operacional e suporte à distância

Franquias dependem de suporte constante. Operar em outro país exige que a franqueadora seja capaz de garantir esse suporte a distância — seja por meio de um parceiro local bem estruturado, de equipes dedicadas ou de sistemas robustos de treinamento e comunicação.

Sem isso, a operação international tende a se desorganizar rapidamente.


Como a Franchise Store pode ajudar redes a se prepararem para a internacionalização

Diante de um cenário como esse — com oportunidades reais se abrindo para o franchising brasileiro no exterior —, o preparo interno de cada rede é o fator mais determinante.

E é justamente nesse ponto que a Franchise Store pode ser uma aliada relevante.

A Franchise Store é uma plataforma especializada no ecossistema de franquias, voltada para conectar redes, empreendedores, investidores e parceiros dentro do universo do franchising.

Para redes que estão pensando em internacionalização — ou que simplesmente querem fortalecer sua presença e estrutura no mercado nacional como base para isso —, a plataforma oferece:

  • Visibilidade qualificada para marcas que buscam expansão e novos parceiros
  • Acesso a conteúdo estratégico sobre tendências, mercados e boas práticas do setor
  • Conexão com um público qualificado de franqueadores, investidores e interessados no franchising
  • Ambiente especializado para quem está em jornada de crescimento no setor

A internacionalização começa antes da missão empresarial. Ela começa quando uma rede decide se preparar com seriedade.

Ter visibilidade, acesso a informação de qualidade e conexões relevantes no ecossistema de franquias é parte dessa preparação.

A Franchise Store não é a única peça desse quebra-cabeça — mas pode ser uma peça importante para quem quer chegar mais bem posicionado às oportunidades que estão surgindo.


O que a aproximação ABF-CCFA pode significar para o futuro do franchising brasileiro

O que um canal de diálogo institucional entre as duas maiores associações de franchising do Brasil e da China pode gerar no médio e longo prazo?

Essa é uma pergunta legítima — e merece uma resposta honesta, com a linguagem condicional que o momento exige.

Nada está garantido. Mas as possibilidades são genuínas.

Maior conhecimento mútuo dos mercados

O primeiro benefício esperado é o mais básico: os dois setores passarão a se conhecer melhor.

Informações sobre o mercado brasileiro de franquias poderão chegar de forma mais estruturada ao ecossistema chinês — e vice-versa. Isso reduz a assimetria de informação que hoje dificulta aproximações entre os dois mercados.

Fluxo de informações e inteligência setorial

Com um canal formal estabelecido, torna-se possível que ABF e CCFA troquem dados, pesquisas e tendências de forma regular.

Esse tipo de inteligência compartilhada tem valor real para redes que queiram tomar decisões informadas sobre expansão internacional.

Oportunidades de parceria no horizonte

À medida que o relacionamento entre as entidades se aprofundar, é possível que surjam iniciativas conjuntas mais concretas — programas bilaterais, eventos co-organizados, rodadas de negócios estruturadas.

Cada uma dessas iniciativas pode ser o ponto de contato que leva uma marca brasileira a encontrar o parceiro certo no mercado chinês.

Fortalecimento da imagem internacional do franchising brasileiro

Por fim, há um ganho de imagem que não deve ser subestimado.

Ser reconhecido pela CCFA como um interlocutor legítimo posiciona o franchising brasileiro de forma diferente no cenário global. Mostra maturidade institucional e capacidade de se relacionar com grandes mercados em condições de igualdade.

Isso, por si só, já é um ativo estratégico.

O termo de cooperação entre ABF e CCFA é um marco institucional relevante para o franchising brasileiro. Não é uma chegada, mas um ponto de partida concreto para um diálogo que pode gerar oportunidades reais ao longo do tempo.

Acompanhe os desdobramentos dessa aproximação e prepare sua rede para o cenário internacional. Acesse a Franchise Store e explore conteúdos, tendências e conexões estratégicas para o seu negócio de franquias.

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