Franchising

A Associação Brasileira de Franchising (ABF), em parceria com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), vai promover uma missão de dez dias por Xangai e Pequim entre 27 de agosto e 5 de setembro de 2026, com o objetivo de aproximar franqueadoras brasileiras da inovação do varejo chinês. A ação integra o programa Franchising Brasil e tem vagas limitadas.
Hoje, o Brasil já tem pelo menos 6 marcas de franquia operando diretamente na China, número que sobe para cerca de 23 operações quando se inclui Hong Kong — uma presença ainda pequena perto do potencial do mercado chinês, mas que mostra que o caminho já foi aberto por pioneiros.
À primeira vista, uma missão de internacionalização parece notícia só para franqueadoras que já pensam em exportar o modelo. Mas o conteúdo da missão tem relevância direta para qualquer investidor de franquia no Brasil: o foco declarado é inovação, transformação digital, inteligência artificial aplicada ao varejo e novos modelos de experiência do consumidor.
Segundo Caroline Graciani, diretora executiva da ABF, “a Missão ABF China foi estruturada para proporcionar uma visão prática sobre esse cenário”. Tecnologias e modelos testados primeiro em mercados como o chinês — reconhecido como referência global em pagamentos digitais, automação de varejo e logística — costumam chegar ao Brasil de dois a três anos depois, geralmente via redes de franquia que trazem o aprendizado de fora.
O interesse não é de mão única. Marcas chinesas de alimentação como Mixue e Ai-Cha já entraram recentemente no mercado brasileiro pelo modelo de franquia — um sinal de que o Brasil está no radar de expansão de redes internacionais, e não só o inverso. Para quem avalia investir em franquias de alimentação, vale observar como essas marcas recém-chegadas se comportam nos primeiros meses de operação no país: preço de entrada, modelo de suporte e adaptação ao paladar local costumam ser os primeiros sinais de se uma marca internacional vai se firmar aqui ou não.
Para o potencial franqueado brasileiro, o recado por trás dessa notícia não é “vá investir na China” — é que as redes que estão de olho em inovação internacional tendem a chegar mais preparadas para o próximo ciclo de mudança no varejo brasileiro. Ao avaliar uma franqueadora nacional, vale perguntar diretamente: a rede está de olho em tendências internacionais de automação e experiência do cliente, ou está operando do mesmo jeito há anos? Redes que investem em atualização tecnológica tendem a proteger melhor a competitividade do franqueado no médio prazo.
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