Franchising

O segmento de moda faturou 7,9% a mais entre abril e junho de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior, e ampliou em 5,1% o número de unidades em operação. O dado é da Pesquisa Trimestral de Desempenho da ABF (Associação Brasileira de Franchising) e confirma um movimento que já vinha sendo sentido no varejo: moda voltou a crescer acima da inflação, mesmo num cenário de juros altos.
O crescimento não veio de uma marca só. Três redes ilustram caminhos diferentes dentro do mesmo segmento:
O dado da ABF não isola a causa, mas o padrão das três redes acima aponta um caminho comum: nenhuma delas depende só de loja de rua cara em shopping de grande porte. Bibi tem presença consolidada no interior, Milon cresce com abertura pontual e disciplinada, e Peça Rara opera um modelo de menor ticket de entrada por explorar o mercado de segunda mão — um nicho que ainda tem pouca concorrência de franquia estruturada.
Moda tem um risco que outros segmentos não têm na mesma intensidade: giro de coleção. Uma rede que não renova o mix rápido o suficiente perde competitividade para o e-commerce e para o varejo independente local. Antes de comparar investimento inicial entre marcas, vale perguntar à franqueadora:
O crescimento do trimestre é um sinal positivo para o setor como um todo, mas positivo em média não significa positivo em qualquer ponto ou qualquer marca. A franquia de moda certa continua sendo a que fecha conta com o seu capital, sua cidade e o seu perfil de gestão — não a que cresceu mais no trimestre passado.
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