Franchising

Existem 5 tipos de franquia reconhecidos pela ABF (Associação Brasileira de Franchising): produto e marca, produto e serviço, serviço, indústria e formato de negócio completo. O modelo mais comum no Brasil é o formato de negócio completo (full business format), que representa a maioria das +202 mil unidades ativas e dos R$ 301,7 bilhões em faturamento do setor em 2025. Cada tipo tem estrutura de custo, nível de suporte e perfil de franqueado diferente. Escolher o modelo errado é o primeiro erro de quem entra no franchising.
A ABF divide as franquias brasileiras em cinco categorias com base no que o franqueador transfere ao franqueado.
O franqueado recebe o direito de vender produtos com a marca do franqueador. Não há transferência de método ou sistema de gestão.
O franqueador transfere produto, marca e alguns serviços vinculados à venda. O diferencial está na experiência entregue junto com o produto.
O franqueado presta serviços usando a metodologia e marca do franqueador. Não há produto físico central.
O franqueado produz e vende o produto do franqueador, seguindo fórmulas e processos proprietários.
O franqueador transfere tudo: marca, produto ou serviço, sistema de gestão, treinamento, comunicação visual, suporte contínuo e manual operacional.
Os dados da ABF 2025 mostram crescimento desigual entre segmentos — o setor como um todo cresceu 10,5% e superou R$ 301,7 bilhões em faturamento:
| Segmento | Crescimento 2025 |
|---|---|
| Saúde, beleza e bem-estar | +14,6% |
| Alimentação | +10,8% |
| Educação e treinamento | +9% |
| Moda e acessórios | +7% |
| Serviços empresariais | +8% |
Saúde, beleza e bem-estar lidera. O segmento combina formato de negócio completo com ticket médio crescente e demanda inelástica — pessoas cortam roupas antes de cortar o cabelo.
Alimentação cresce pelo modelo de franquias de baixo investimento (food trucks, quiosques, dark kitchens), que derrubaram a barreira de entrada para empreendedores com capital limitado.
Não existe o “melhor” tipo de franquia. Existe o modelo compatível com seu capital, experiência e estilo de operação.
Perguntas para guiar a decisão:
| Tipo | O que é transferido | Nível de suporte | Perfil de investimento |
|---|---|---|---|
| Produto e Marca | Marca + produto | Baixo | Baixo a médio |
| Produto e Serviço | Marca + produto + serviço vinculado | Médio | Médio |
| Serviço | Marca + metodologia de serviço | Alto | Baixo a médio |
| Industrial | Marca + processo de produção | Alto | Médio a alto |
| Formato Completo | Tudo: marca, produto/serviço, gestão, suporte | Muito alto | Médio a alto |
Fonte: ABF — Associação Brasileira de Franchising. Classificação vigente.
É o modelo onde o franqueador transfere ao franqueado não apenas a marca e o produto, mas todo o sistema de operação: treinamento inicial, manual operacional, suporte contínuo, padronização de marketing e gestão. É o formato mais completo e o mais adotado no Brasil. Redes como McDonald’s e O Boticário operam nesse modelo.
Franquias de produto e marca e de serviço tendem a ter menor investimento inicial. Isso ocorre porque não exigem estrutura de produção complexa nem estoques elevados. Mas “mais barato” não significa menor risco — franquias com menos suporte do franqueador exigem mais capacidade autônoma do franqueado.
Na franquia de produto, o franqueado revende ou distribui um produto físico da marca. Na franquia de serviço, o franqueado entrega uma experiência ou prestação de serviço — como aulas, consultorias ou cuidados estéticos — usando a metodologia do franqueador. O ativo central é diferente: estoque versus processos e pessoas.
O formato de negócio completo domina. Das +202 mil unidades ativas no Brasil (ABF 2025), a maioria pertence a redes que operam nesse modelo, especialmente em alimentação, saúde/beleza e educação.
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